14 de maio de 2009

Não sei ser desse mundo

Lembrei de como era bom viver
Deixar acontecer à vida ao natural
Sem forçar e nem querer demais
Fluindo como o vento e o mar

Deixando balançar a aura
E o verdadeiro sentido pelo qual se vive
Fazendo crescer, querendo ser o melhor,
Sem precisar destruir algo.

Deixei-me livre para viver
Para sentir, para correr e me despedir.
Estarei por ai vagando como o vento
Estarei tão grande quanto o mar

Ficarei sozinha e mesmo assim
Conseguirão notar a minha presença
Pois estarei fazendo o bem
E conquistando mais um espaço em algum lugar

Nada será fácil
E mesmo assim vou gostar de estar
Assim a ninguém farei mal
E muito menos deixarei de existir.

1 comentários:

Anônimo disse...

Memórias de outrora, lembrei-me de uma citação de Saramago:'O barro ao barro, o pó ao pó, a terra à terra, nada começa que não tenha de acabar, tudo que começa nasce do que acabou. Turbou-se Maria e perguntou, Isso que quer dizer, e o mendigo respondeu apenas, Mulher, tens um filho na barriga, e esse é o único destino dos homens, começar e acabar, acabar e começar' pág 33
Saudades,
deize.

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